Paciente C.B.R de 07 anos, sexo feminino chegou ao dentista queixando-se dores de dentes constantes. Após exame pelo Cirurgião Dentista observou-se que a paciente em alguns dentes apresentava inclusive exposição pulpar, observou-se em ambas dentições elementos dentários com cor que variava entre o cinza ao violeta-acastanhado além de uma perda acentuada e precoce de esmalte emsuperfícies oclusais e incisiais, ao exame radiológico observou-se sinais radiográficos característicos de obliteração precoce e parcial de câmeras pulpares e canais radiculares em alguns dentes tendo sido diagnosticado um caso de Dentinogênese Imperfeita.
Termo desconhecido: obliteração
ResponderExcluirObjetivos:
1) O que são camaras pulpares?
2) O que são camaras radiculares?
3) Por que há perda de esmalte em superfícies oclusais e incisais?
4) Causas da doença
5) Desenvolvimento da dentina
6) O que é dentinogênese?
7) Desenvolvimento da polpa
8) Porque a exposição pulpar não afeta todos os dentes?
9)Existe produção continua de dentina?
10) O que diferencia a dentina primária, secundária e terciária?
11) O que são linhas incrementais da dentina?
12) Causa da obliteração das camaras
13) Tratamentos
Linhas incrementais da dentina:
ResponderExcluirSão estruturas que refletem variações na estrutura e mineralização estabelecidas durante a formação de dentina. O curso das linhas corresponde aos períodos rítmicos de aposição de dentina. Ocasionalmente algumas destas linhas estão acentuadas devido a distúrbios no processo de mineralização e são conhecidas como linhas de contorno de Owen (s linhas de contorno de Owen representam, radiograficamente, faixas hipocalcificadas).
http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Dentina_e_Polpa.html
A deposição da dentina ocorre durante a vida toda, porém em ritmo bem mais lento.
ResponderExcluirFonte: Liro Histologia e Embriologia Oral - Victor Arana e Eduardo Katchburian
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ResponderExcluirA dentina primária fica subjacente ao esmalte ou cemento.A secundária é produzida após completa formação da raiz. A deposição contínua de dentina resulta numa progressiva redução do tamanho da câmara pulpar e canal radicular. A formação da secundária é resultante do processo normal de envelhecimento do dente.
ResponderExcluirA função de defesa dá-se pela formação da dentina terciária resultante do estímulo irritativo que afeta os processos odontoblásticos dentro dos túbulos dentinários. A dentina terciária é produzida pelos odontoblastos diretamente envolvidos no processo irritativo. Tal irritação dos processos odontoblásticos pode ocorrer em várias condições nas quais há exposição de dentina.
Do Laboratório de Odontologia Comparada da Universidade de São Paulo.
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ResponderExcluirPessoal,esse site é muito bom e tem muitas figuras.Olhem!
ResponderExcluirCâmara pulpar
A polpa dentária, o único tecido mole do dente, está protegida no interior das estruturas calcificadas numa cavidade denominada cavidade pulpar. Esta é limitada pela dentina coronária e pela dentina radicular, reproduzindo a morfologia externa do dente.
A cavidade pulpar está dividida em duas partes: câmara pulpar e canal radicular.
Câmara pulpar: O número de faces que compõe a câmara pulpar depende do número de canais que o dente contém e do grupo dental a que pertence. Assim, a câmara pulpar dos incisivos e caninos portadores de apenas um canal tem 4 paredes: mesial, distal, vestibular e lingual ou palatina.Contudo, se o incisivo ou canino inferior tiver dois canais, a câmara pulpar terá, além das faces acima citadas, mais o assoalho.
Tratando-se de pré-molares e molares inferiores ou superiores, também apresentando um único canal, a câmara pulpar é composta de 5 faces: mesial, distal, vestibular, lingual ou palatina e oclusal.
De modo geral, a câmara pulpar dos incisivos, caninos e pré-molares superiores localiza-se no centro do dente; já a dos pré-molares e molares inferiores, situa-se do centro para mesial.
www.endo-e.com/images/Anato_Interna/anato_interna_1.htm
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ResponderExcluirValda Lúcia
ResponderExcluirDentinogênese imperfeita (Dentina opalescente hereditária) é uma doença genética do desenvolvimento dentário. Esta condição provoca descoloração de dentes (a maior parte das vezes em cores azul-cinza ou marrom-amarelo) e translúcido. Os dentes são também mais fraco do que o normal, tornando-as mais expostas ao desgaste rápido, quebra, e de perda. Estes problemas podem afetar dentes primários quanto dentes permanentes. É hereditária autossômica dominante em um padrão, o que significa uma cópia do gene modificado em cada célula é suficiente para causar a doença. Dentinogênese imperfeita afeta um número estimado de 1 entre 6000 e 8000 pessoas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dentinog%C3%AAnese_imperfeita
Desenvolvimento da polpa
ResponderExcluirO desenvolvimento da polpa é um processo gradual com variações individuais; assim sendo, não é possível estabelecer uma época específica para seu início.
O desenvolvimento também varia com o dente em causa. Todavia, em cada germe dental o desenvolvi-mento da polpa ocorre depois do crescimento da lâmina dentária para dentro do tecido conjuntivo e da formação do órgão dental.
Durante a invaginação da lâmina dentária no tecido conjuntivo ocorre uma concentração das células mesenquimatosas, conhecida como papila dental, diretamente abaixo do órgão dental. A papila dental torna-se nitidamente evidente por volta da oitava semana embrionária nos dentes decíduos anteriores, evidenciando-se mais tarde nos dentes posteriores e, ainda mais tarde, nos dentes permanentes.
A dentina é um produto da polpa, e a polpa, por meio dos prolongamentos odontoblásticos, é parte integrante da dentina.
Assim, quando uma cárie ou preparo da cavidade envolve a dentina , são envolvidos os prolongamentos odontoblásticos e a polpa.
A polpa produz dentina durante toda a vida.
http://www.forp.usp.br/restauradora/polpa.htm
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ResponderExcluirPESSOAL DO GRUPO "C" DE HISTO/EMBRIO,QUANDO VCS FOREM POSTAR, LEIAM OS COMENTÁRIOS QUE JÁ FORAM POSTADOS PARA NÃO ESTAREM REPETINDO.AFIM DE,NO FECHAMENTO DO CASO,NÃO HAVER REPETIÇÕES OU NÃO FALTAR RESPOSTA A SER DADA.
ResponderExcluirtermo desconhecido:
ResponderExcluirs.f. Ato ou efeito de obliterar; estado da coisa obliterada.
Medicina Estado de um órgão ou de um canal obstruídos
Dentinogênese
ResponderExcluirA formação da dentina realiza-se em duas etapas:
- Matriz orgânica da dentina (pré-dentina) – 30%
- Dentina (mineralização) – 70%
A formação e calcificação da dentina começa na ponta das cúspides ou bordas incisais, e avança para dentro por uma aposição rítmica de camadas cônicas uma dentro da outra. Com a conclusão da dentina radicular, a formação da dentina primária chega ao seu final.
MATRIZ ORGÂNICA
No início do desenvolvimento da matriz aparecem feixes de fibrilas entre os odontoblastos, que divergem num arranjo em forma de leque. São as fibras de Korff e sua origem e função na dentinogênese tem sido objeto de discussão. São constituintes importantes na matriz formada inicialmente, devido ao arranjo em leque de suas fibras, mas que mais tarde tornam-se compactos feixes de fibrilas paralelas. Os odontoblastos formam fibras colágenas e substância amorfa, e estas fibras se dispõem em espirais ao redor das fibrilas de Tomes e entre as mesmas, que foram deixadas pelos odontoblastos que se afastaram para o interior da papila. As fibras são unidas entre si pela matriz amorfa.
MINERALIZAÇÃO DA MATRIZ
Depois que várias camadas de pré-dentina foram depositadas, começa a mineralização das camadas mais próximas a junção dentina-esmalte. Forma-se então uma faixa de matriz dentinária e os odontoblastos elaboram fosfatase alcalina, dando ao meio condições ótimas de pH para que se processe a mineralização da matriz.
Nesse ínterim, íons minerais transportados pelos capilares sangüíneos da papila depositam-se na matriz orgânica como sais, sob a forma de cristais de hidroxiapatita, sobre as superfícies das fibrilas colágenas e na substância fundamental. Posteriormente os cristais são depositados dentro das próprias fibrilas.
O processo geral de calcificação e gradual, mas a região peritubular torna-se muito mineralizada em pouco tempo. Embora haja crescimento dos cristais enquanto a dentina amadurece, o tamanho final dos cristais permanece muito pequeno (até 0,1).
LINHAS INCREMENTÁRIAS
O crescimento aposicional da dentina é uma deposição de matriz em forma de camadas. O crescimento aposicional é caracterizado pela deposição regular e rítmica de material extracelular, incapaz de crescer mais por si próprio. Períodos de atividade e repouso se alternam em intervalos definidos. A matriz é depositada pelas células ao longo do local delineado pelas células formadoras.
As junções dentina-esmalte e dentina-cemento são diferentes entre si e em cada tipo de dente.
As linhas incrementares do Owen são linhas de implicação que refletem variações na estrutura e mineralização durante a formação de dentina. Correspondem as linhas incrementais de Von Ebner que estão acentuadas devido a distúrbios no processo de mineralização. As linhas de contorno de Owen representam, radiograficamente, faixas hipocalcificadas.
http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Dentina_e_Polpa.html
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ResponderExcluirA reabilitação estética dos pacientes portadores de dentinogênese imperfeita, geralmente é realizada utilizando-se tratamentos restauradores, porém em casos onde ainda não ocorreu a abrasão do elemento dentário, pode-se propor um tratamento mais conservador, como o clareamento.
ResponderExcluirhttp://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=BBO&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=21442&indexSearch=ID
Existem três tipos de odontogênese imperfeita:
ResponderExcluirtipo 1 - associada a osteogênese imperfeita: nesse caso tem sido usada a denominação de osteogênese imperfeita com dentes opalescentes.
tipo 2 - com alterações na dentina,obliteração da câmaras pulpares por produção contínua de matriz dentária,sem envolvimento ósseo e com raras lesoes apicais,constituindo a dentinogenese imperfeita clássica.
tipo 3 ou tipo de brandywine - com alterações na dentina,mas com exposições pulpares múltiplas,radiotransparências perlapicais e aspecto radiográfico variável,com canais radiculares e câmeras pulpares muito amplas.
completando o que morgana colocou sobre o tratamento, eu li neste artigo http://lildbi.bireme.br/lildbi/docsonline/lilacs/20100400/919.pdf que tem como título "dentinogênese imperfeita - relato de caso clínico" que
ResponderExcluir"O tratamento
da dentinogênese imperfeita é difícil pois o tecido dentário remanescente não se mostra receptivo aos materiais restauradores. Os principais objetivos do tratamento são prevenir o degaste dentário, restabelecer a
oclusão e devolver a estética aos pacientes."
foi questionado na abertura do caso, o porque do paciente sofrer as anomalias referentes a dentinogênese imperfeita somente em alguns dentes. eu achei isso no mesmo artigo do comentário acima:
ResponderExcluir"Os dentes decíduos são mais severamente afetados, seguidos pelos primeiros molares e incisivos permanentes, em seguida os pré-molares.Os dentes menos atingidos são
os segundos e terceiros molares permanentes."
esse relato sugere uma predisposição relativa a cada componente dentário.
achei uma curiosidade neste mesmo artigo:
ResponderExcluir"Na literatura foi descrito que os pacientes afetados pela anomalia não exibem susceptibilidade aumentada a doença cárie e podem na realidade mostrar alguma resistência, devido ao desgaste rápido e ausência de canalículos dentinários."
Por que há perda de esmalte em superfícies oclusais e incisais?
ResponderExcluir"Em crianças portadoras da dentinogênese imperfeita, o esmalte tem características normais, apesar de geralmente ausente em muitas áreas (TOMMASI, 1998). Este irá fraturar-se, deslocando-se dos bordos incisais e superficiais oclusais, devido às alterações na junção amelodentinária (BRUNNER & GUEDES PINTO, 1983). Segundo REGEZZI & SCIUBBA (1991), a fratura do esmalte ocorre devido a um suporte deficiente fornecido pela dentina anormal e, provavelmente, pela ausência do ondulado normalmente visto entre a dentina e o esmalte, responsável pela união entre os dois tecidos."
http://www.radioceo.com.br/artigos/dentinogeneses-imperfeita-relato-de-caso/
Completando ainda o que Morganna e Raquel comentaram sobre o tratamento.. achei nesse site: http://www.radioceo.com.br/artigos/dentinogeneses-imperfeita-relato-de-caso/
ResponderExcluir"Segundo TOMMASI (1988), para tratar os casos de dentinogênese imperfeita as construções de coroas totais são as mais indicadas, pois protegem o remanescente de tecido dentário, apesar dessas restaurações não serem permanentes devido à fragilidade da dentina.
MAJORDOMO et aI. (1992) relatam que o tratamento tem como objetivos:
providenciar ao paciente em idades tenras uma aparência estética favorável para prevenir problemas;
devolver a dimensão vertical de oclusão causada por atrição severa e
evitar interferência com a erupção do permanente De acordo com os mesmos autores, deve-se salvar o máximo possível da estrutura remanescente do dente, protegendo-o para providenciar uma posição mais relaxada da mandíbula e aumentar a dimensão vertical devolvendo a adequada função mastigatória. "
Dentinogênese imperfeita 1 com ou sem perda auditiva progressiva está associada a mutações distintas no DSPP
ResponderExcluirDentinogênese imperfeita 1 (DGI1, MIM 125490) é uma doença autossômica dominante dental caracterizada por uma produção anormal de dentina e mineralização.O locus DGI1 recentemente foi refinado para um intervalo de 2 Mb em 4q21 (ref. 1).Aqui estudamos três famílias chinesas carregando DGI1.Descobrimos que os indivíduos afetados de duas famílias também apresentaram alta perda auditiva neurossensorial progressiva frequência (DFNA39 gene).Identificamos três mutações específicas no gene da doença sialofosfoproteína dentinária (DSPP) nestes três famílias. a transição na emenda local doador de intron 3, em uma família sem DFNA39, uma mutação previsto para resultar no salto do exon 3.Em duas outras famílias afetadas com as duas DGI1 e DFNA39, no entanto, foram identificados dois transversões nucleotídeo independente nos exons 2 e 3 do DSPP, respectivamente, que causam mutações missense de dois resíduos de ácido amino-adjacentes na região transmembrana previsto da proteína.Além disso, transcrições de DSPP relatado previamente para ser expresso especificamente nos dentes duas também são detectados na orelha interna de ratos.Temos, assim, demonstrado pela primeira vez que as mutações distintas no DSPP são responsáveis pelas manifestações clínicas da DGI1 com ou sem DFNA39.
Esse foi um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa de Xangai de Biotecnologia, Instituto de Ciências Biológicas de Xangai,mostrando de forma mais aprofundada os aspectos genéticos da dentinogenese imperfeita.
http://www.nature.com/ng/journal/v27/n2/abs/ng0201_201.html
Achei em um artigo,a parte da dentinogenese imperfeita relacionada a osteogenese imperfeita e a bioquímica.
ResponderExcluir"De especial interesse à Odontologia, a osteogênese imperfeita pode estar associada à
dentinogênese imperfeita, disfunções oclusais e
discrepâncias crânio-faciais. A dentinogênese imperfeita também pode estar associada a outras
síndromes, como a de Ehlers-Danlos, ou ocorrer
de forma isolada. Acredita-se que as alterações
ultraestruturais da dentina de pacientes portadores de osteogênese imperfeita indicam distúrbios na produção e organização de diversos componentes da matriz de dentina. Aparentemente, o metabolismo anormal do colágeno do tipo I compromete a migração de células mesenquimais pré odontoblásticas, assim como sua diferenciação terminal em dentinoblastos, processos secretórios seu
ciclo de vida. Dentinoblastos assim originados
sofrem morte celular precoce e são envolvidos por matriz de dentina. Esse processo é seguido por uma deposição rápida e desordenada de matriz de dentina anormal secretada por células semelhantes a odontoblastos, resultando na obliteração gradativa da câmara pulpar e canais radiculares.
Além do comprometimento estético característico da dentinogênese imperfeita, a falta de suporte
advinda da fragilidade da dentina frequentemente
leva à fratura do esmalte normal,principalmente na face oclusal. O desgaste oclusal resultante pode contribuir para a perda de dimensão vertical. Essa alteração precoce nos casos de osteogênese, associada ao desenvolvimento deficiente dos processos alveolares, pode contribuir para uma instabilidade oclusal e uma consequente movimentação habitual anterior da mandíbula.O consequente prognatismo mandibular também está associado a alterações estruturais da articulação temporomandibular. A magnitude das deformidades crânio-faciais parece estar diretamente correlacionada com a gravidade das alterações moleculares da síntese de colágeno, as quais determinam o grau de fragilidade óssea. Ossos assim constituídos estariam sujeitos a fatores epigenéticos que normalmente não seriam deformantes, como a ação da musculatura adjacente, peso do encéfalo e
posicionamento da cabeça."
https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/O1/article/viewFile/987/1030